Depois do 26º Festival de Teatro de Curitiba, de volta a São Paulo

Por Lenise Pinheiro

Esse ano o Festival de Teatro de Curitiba teve sabor especial. Em parceria com a Iris Cavalcanti, com Leandro Knopfholz e sua equipe, com o Guilherme Weber, com o Marcio Abreu, com o Flavio Bacellar, com o Daniel Sorrentino, com o Guaia Knoll Malinowski. Projetamos fotos minhas pelos vidros do Teatro Guaíra. Todas edicões do Festival escorrendo pela fachada do mítico teatro.

Datas, atores e amores. Lotação máxima por onde a Dama do Teatro passou. Salva de palmas. Buquê de flôres, palcos e atores. Socos na mesa. Fernanda Montenegro é Nelson Rodrigues. Carmen é Melo com um “L” só, nobre que só ela. A grade da Mostra Oficial e o Fringe. Tudo a fazer. O Zé Celso e o Renato Borghi foram comemorar 80 anos. O auditório do Museu Oscar Niemeyer se encheu de aplausos no vai e vem, de Rei da Vela e de Letícia Sabatella. A Tempestade pela praça, o Amir Haddad e o Tá na Rua. A Antígona dourada de Andréa Beltrão. Anne Frank na pele da atriz Camila Deleigo, apareceu para mim. A fotógrafa do Festival. Oba, sou eu.

Blackbird encenação do Bruce Gomlevsky no Teatro Casa do Damaceno, tabus e números primos. E Blank do iraniano Nassim Soleimanpour, carrega nas tintas, preenche lacunas reveladas por Eduardo Moscovis, Deborah Bloch e Camila Pitanga. Nos meus clicks, não pude ter Caio Blat, Julia Lemmertz e Gregório Duvivier. Fazer o quê? Agenda apertada, risada frouxa. Teve Risorama. Casa lotada e o segurança Clevertom. Obrigada.

O Centro da Artes e dos Amores do Luis Melo. Instalações superlativas para fazer teatro. Tem muito Beto Bruel, o compadre, nas fronteiras entre o real e o imaginário. Iluminação.

Minas Gerais e a Gaymada, Gaymada, jogos de queimada entre iguais e diferentes.Noves fora TUDO. Fiquei tentada a entrar mas estava de sapato novo. Ficou para depois.Iria encontrar o Coletivo Toda Deseo em Nossa Senhora da Luz para tentar não mais ficar longe deles. O Festival tem dessas coisas. O poder do Aplauso era o slogan da edição. E foi.

LovLovLov levantou as tamancas de Carmen Miranda, do Sesi para o mundo. Grupos locais que ví aparecer nas ribaltas. Se mostram nas mostras.Moçambique e Mata Teu Pai. Terão apresentações em SP.  Inez Viana e Debora Lamm, fizeram uma noite se transformar em vidas. Transbordamento em Curitiba.

Momo: para Gilda, com Ardor. Ardeu, fudeu. Grupos de um nome só. Teatro.O Grupo Ave Lola em nova sede, espaço maior e atenção da Ana Rosa Tezza, cozinha do tamanho do mundo. O Malefício da Mariposa delicado poema teatral. Quase bilíngue.

A Companhia de Bife Seco não deixou por menos, Terrível Incrível Aventura, encenada por Dimis Jean Sores e musicada por Enzo Veiga. Os atores Ciliane Vendruscolo, Jeff Bastos, Luiz Bertazzo, Má Ribeiro, Patrícia Cipriano e Sávio Malheiros, fabulescos e conquistadores.Para encerrar minha participação Tom 208, a mente de Marcos Damaceno e a mágica de Rosana Stavis e Ranieri Gonzalez. Beijos e abraços sem fim.

Outro momento particularmente convulcionado. O lançamento dos Fotografia de Palco 1 e 2. Giovana Soar habilmente disse que meu sotaque paulista afirma, sou Curitiba. Ela lançou perguntas e afetos. Eu respondí com palavras, sorrisos e livros. Amigos novos e antigos. Vinte e seis vezes Curitiba. O Baba Salim, o Moa, a Frida, o Gorosito, a Malu do Jornal. O hotel de sempre. A janela de agora. Araucária.