2015/2014

Por Nelson de Sá

“Top 5” do que vislumbro para o ano novo:

“As Criadas”
O diretor Eduardo Tolentino de Araújo encara a grande peça de Jean Genet, sobre o conflito entre Madame e suas empregadas, com o talento de Clara Carvalho e Denise Weinberg. Estreia em janeiro.

“S’Imbora, o Musical”
Nelson Motta, que escreveu os musicais sobre Tim Maia e Elis Regina, volta a se reunir com Patrícia Andrade para contar a trajetória bem-sucedida e controversa de Wilson Simonal. Estreia em janeiro no Rio e em junho em São Paulo.

“Fräulein Julie”
A diretora inglesa Katie Mitchell volta ao país com “Senhorita Júlia”, do sueco Strindberg, sobre uma jovem que se apaixona por um criado, em montagem com recursos multimídia do Schaubühne, de Berlim. Estreia em março.

“Um Bonde Chamado Desejo”
Uma das atrizes marcantes de sua geração, Maria Luisa Mendonça interpreta Blanche DuBois, a bela, vulnerável e decadente personagem criada por Tennessee Williams. Estreia em maio.

“Memórias de um Gigolô”
Com música de Josimar Carneiro, o autor e diretor Miguel Falabella, de “O Homem de La Mancha”, prepara um salto para os musicais brasileiros com o espetáculo inspirado no romance de Marcos Rey. Estreia em agosto.

E do que pude ver no ano velho:

“O Homem de La Mancha”
As produções musicais do Sesi alcançaram a maturidade com Cleto Baccic e Sara Sarre como protagonistas na principal montagem do gênero, no ano, ecoando versão histórica com Paulo Autran e Bibi Ferreira, de 1972.

“O Dia em que Sam Morreu”
O grupo carioca Armazém, do diretor Paulo de Moraes e da atriz Patrícia Selonk, encenou peça engenhosa e sem saídas fáceis sobre a corrupção, a falta de ética, a partir do cotidiano de um hospital.

“Pessoas Perfeitas”
O grupo Satyros, do diretor Rodolfo García Vázquez e do ator e autor Ivam Cabral, reencontrou seu melhor teatro na representação das personagens imperfeitas do centro de São Paulo, no entorno da praça Roosevelt.

“Caros Ouvintes”
Despretensiosa mas bem escrita, dirigida e interpretada, a comédia de Otávio Martins foi uma das surpresas do ano, com a história de decadência de uma rádio nos primeiros anos da ditadura de 1964.

“Walmor y Cacilda 64”
Nos 50 anos do golpe, Zé Celso fez um “entreato” na série sobre Cacilda Becker, com cenas como a visita da atriz ao Dops e a representação da carta-testamento de Getúlio Vargas por Walmor Chagas, marido de Cacilda.