Peças para ver no fim de semana

Por Nelson de Sá

Dicas minhas e da Lenise:

Besouro Cordão de Ouro – Para quem cobra composição original no teatro musical brasileiro, mais uma chance de ver o espetáculo criado por Paulo César Pinheiro, com o redemoinho de histórias da vida do capoeirista baiano, de um século atrás, Besouro Mangangá. Sesc Campo Limpo. Sexta e sábado, 20h30. Domingo, 19h (Únicas apresentações, parte da Trilogia Afrobrasileira, do diretor João das Neves)

Sonho de um Homem Ridículo – O ator Celso Frateschi e o diretor Roberto Lage, parceria munida de Dostoiévski. Teatro Ágora. Sextas e sábados, 21h. Domingos, 19h

Myrna Sou Eu – Nilton Bicudo/Nelson Rodrigues encarnam uma mulher que conhece como ninguém os amores, os êxtases e as fragilidades femininas. Uma atuação exuberante, de um grande ator. Teatro Eva Herz. Sábados, 18h

É Só uma Formalidade – Grupo mineiro, texto portenho e motivações universais. O trabalho da Cia. Quatroloscinco inspirado pelas finitudes e missivas. Sesc Belenzinho. Sexta, 21h30. Sábado e domingo, 18h30 (Últimas apresentações da temporada)

Trair e Coçar É Só Começar – A atriz Anastácia Custódio ilumina a cena e faz da graça seu estandarte. Teatro Universidade Mogi das Cruzes. Sextas e sábados, 21h. Domingos, 20h

Para ver durante a semana:

O Assassinato do Anão do Caralho Grande – Marcelo Drummond remonta o texto em que Plínio Marcos recorda, cômica e nostalgicamente, o circo decadente que conheceu no início da carreira. Teatro Oficina. Quarta, dia 19, 19h30. (Única apresentação, abrindo a 9ª edição da Balada Literária, que homenageia o dramaturgo)

PPP@WllmShkspr.BR – Chance rara de ver ou rever a versão dos Parlapatões para “As Obras Completas de William Shakespeare, Condensadas”. Entre as tragédias tornadas cenas farsescas, um “Hamlet” de trás para a frente. Espaço Parlapatões. Quinta, 22h (Única apresentação, abrindo a 15ª edição das Satyrianas)