“Sou fã do talento humano, nasci para ser público”

Por Nelson de Sá

Na semana passada, eu e Lenise entrevistamos Barbara Heliodora em sua casa no histórico Beco do Boticário, no Cosme Velho, no Rio. Ela fez aniversário na quinta-feira. A entrevista está aqui, na íntegra. O trecho final:

Eu sou fã do talento humano. Eu nasci para ser público. Adoro ver uma coisa boa. Vejo em esporte, em arte. Adoro ver vôlei, fico tarada. Tênis: ver o Federer jogar é uma obra de arte. Coitado, agora envelheceu e está perdendo tudo. [risos] Mas eu sou uma espectadora nata. Não tenho o talento criador, para inventar isso, aquilo, criar. Infelizmente, não.

Depois de terminar a gravação, ela lembrou duas frases que gostaria de citar:

Essa do [ator francês Jean-Louis] Barrault eu acho fantástica: “Para fazer teatro, é preciso que se tenha algum motivo mais forte do que querer encontrar uma profissão na qual se acorde tarde”. E o [inglês Laurence] Olivier, que dizia: “Todo ator deve falar no palco pensando na tia Edna, que é um pouco surda e está na última fila”.