Cacilda Blog de Teatro – 5 anos

Por Lenise Pinheiro

Em 2007, após um ano de preparação, sob a inspiração de Nelson de Sá, abrimos os trabalhos no Blog. Hoje comemoramos cinco anos no ar. Com muitas pretensões a serem publicadas em forma de post(s). Obrigada ao Nelson pelo carinho e entendimento comigo e com o Teatro.

No início de 2012, a produção musical do Teatro abriu os trabalhos com “Hair”. Ritmos precisos “orquestrados” pela dupla  Charles Muller e Claudio Botelho. Montagem vigorosa. Tempos de guerra e paz. Música, Elenco e carpintaria teatral de primeira. Eu que por “formação  profissinal” vivo de palco em palco, reverenciando cotidianamente o ofício de fotógrafa. Participei da cobertura das estreias do Musicais, que nesse mês chegam à cidade. Nas conversas pelos bastidores, técnicos rendidos ao charme da atual temporada. Eu inclusive. Espetáculos impecáveis para todos os gostos. Pena eles não serem para todos os bolsos. Há de se pensar em  temporadas populares.

Enquanto isso

Tenho sido arguída nos encontros, nas apresentações. Qual o melhor? A semente plantada por Carmen Miranda, brotou no Teatros e nas Plateias Brasileiras. Sim nós temos talentos. Nosso plantel de diversidades dionísiacas.

Ainda estava sob efeito de A Gaiola das Loucas, . As vozes de Diogo Vilela e Miguel Falabella ,  causaram o efeito  “Teló”., em mim.  A montagem arrebatou pela alquimia. A somatória de experimentos para contar histórias. Para por o dedo na ferida.

Há tempos entendo que o Teatro Musical Brasileiro é importantíssimo. Gênero melodioso e muito fotogênico. Tem feito a aurora das platéias e fotógrafos  Brasil afora. Grandes produções. O ônibus de Priscilla, o Castelo da Família Addams, A Carroça de Leite do Violinista do Telhado bens móveis e imóveis do nosso patrimônio Teatral. Click.

Desde Luiz Antônio Martinez Corrêa.  Desde a Escola de Arte Dramática onde ví Marisa Orth pela primeira vez. Os musicais do Teatro Oficina, do Jorge Tacla, da Cia do Tijolo, do Núcleo Bartolomeu. Uma legião de adeptos.

O espetáculo musical tem trazido mais gente ao teatro. Pessoas afeitas à arte de fazer ao vivo.

Hairspray  usou o humor para contar e cantar a relação mãe/filha estabelecida  entre Edson Celulari e Simone Guttierrez. Pura magia. Hiperbólico.  Falabella nos pincéis.

Encenações Brasileiras,  Tom Jobim do Marcelo Serrado. Nara ainda em cartaz em SP com Fernanda Couto e Cauby defendido pelo Diogo Vilela  noite dessas. Inesquecíveis.

O Bruce Gomlewiski  do cóquix até o pescoço do Renato Russo.

Ídolos escolhidos para parceiros de palcos e casas lotadas.

Dividir os louros com os Técnicos  de Palco. SEMPRE.

E dá-lhe trabalho. Charles Moeller e Cláudio Botelho  em Sassaricando para falar de flôres, pétalas sonoras da MPB.  E o Épico Violinista do Telhado.  Saga do povo Judeu versus o preconceito, José Mayer e sua carroça, sua família de atores e músicos encorporados. Um exército dançante. Custoso e numeroso. Nas trincheiras  do placo do teatro, desde a vitoriosa temporada carioca.

Todos falam de AMOR.

Priscilla O Musical é puro afeto. Ninguem escapou, nem eu. Depois de um ensaio de sete horas. A equipe entregue ao compromisso de contar a história que não é mais filme.Está no palco giratório. Estrada a fora.Elenco de 23 profissionais brasileiros, permissivos.Debochados, afinados e precisos. Personagens com pulso forte,  viciados em felicidade. Glitter e vida real.

O AMOR trinfa tambem na Família Addams.

Montagem em tom de comédia,  show de Magia.

Atores acróbatas, ardilosos e charmosos.

Chistes musicais.  Bolores, odores e truques de ilusionismo.

Na atmosfera sádica. Questionamentos mórbidos.

Luzes e sombras como nos livros de arte.

Iluminação alquímica. Tudo é romance no ar.

Mortícia decreta :

– “Cores brilhantes são para pessoas sem vida interior, sem imaginação” . Aplausos.